sábado, 22 de abril de 2017

PENSAMENTOS DE UM CADAVER



Andando sobre a terra irregular
Que foi traçada de forma estranha
Parece unhas de tigre cortando as entranhas
Que formam linhas  que rasgam meu corpo de dor

Renovando e mudando de dentro para fora
Uma metamorfose que muda sem demora
A contaminação segue em fileira
E minha vida se acaba na lateira

Desço para o abismo com um salto
Rolando no meio do asfalto
Vitima de um leve assalto
A trajetória retilínea da bala
Foi a mesma que me levou a vala

Morto arremessado para o fundo
Esquecido como um criado mudo
Enterrado, amassado  e comido por bestas comunais
Betas entraram nos meus canais anais me comendo por dentro
Não valeu a vida de celibato para morto ser comida e comido por todos que desejam

Passo a ser apenas adubo
Minhas energias já estão na terra
Aquilo que chamam de alma  é uma eterna mentira
O corpo é vazio e tem um espaço dentro que é preenchido com tristeza e dor
Para pessoas que vivem uma fantasia a morte não tem cortesia
Vivemos apenas para morrer e ver  isso acontecer
Somos um nada, viemos do nada e voltaremos para lá
Não esqueça  das insanidades pois ela que te dará conforto na hora da morte

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